quarta-feira, 23 de maio de 2012

Leões e Cordeiros

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O que me chamou a atenção
A lealdade, algo tão raro hoje em dia. O sentimento de que a amizade é algo sublime, que vale a pena morrer a deixar um amigo entregue a própria sorte.
 Outro ponto, foi o interesse do professor em não deixar se perder um talento nato de um dos seus alunos nas curvas da vida. A visão de que em ambas as situações havia sentimentos nobres movendo os personagens.
O que refleti
Muitas pessoas precisam apenas de incentivo para realizarem grandes feitos, para pensar, formar opiniões e acima de tudo defendê-las. E é no ambiente acadêmico que isso se torna possível, com a semente do conhecimento incitada todos os dias a crescer e a prosperar. Levando a decisões conscientes e direcionadas, sem temer os resultados. Apenas por acreditar que teve base e conhecimento o necessários para a tomada de cada decisão.   
O que pensei
 Que sempre haverá aqueles que irão para o front de batalha, enquanto outros ficam em suas cadeiras acolchoadas, em suas salas com ar condicionado, tomando decisões incertas. No conforto de saber que não são suas vidas que estão em jogo.
O que senti
 Depois de muitos anos aflorar em mim um sentimento que há muito estava adormecido, um sentimento que eu cultivava nos tempos de escola, que eu poderia mudar a realidade ao meu redor. Por que é acreditando nessa idéia que lutamos, que buscamos, que abdicamos do convívio com a família, com os amigos.
Assistindo, me dei conta que foi o mundo que me mudou, me moldou a ele e a tudo aquilo que eu abominava, que eu tinha certeza que transformaria. Mas, percebi também que ainda dá tempo. Buscar o conhecimento, algo que a alguns anos atrás parecia impossível. Por que muitos perguntavam “Pra que?” e hoje eu respondo: “Para ser um agente transformador.”  

Por Ana Paula da Silva Ribeiro

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